Ela não me gerou, mas me criou. Não sou filho de seu ventre, mas acolhido de seu coração.
Em suas mãos tremulas, me deu firmeza. Não me fez filho, mas me ensinou a ser humano...
Por seus seios não fui alimentado, mas por sua dedicação, encorajado...
Não visitei por nove meses a intimidade de seu corpo, mas estabeleci residência em sua vida durante toda a eternidade....
Meu primeiro choro, foi ouvido por seus ouvidos. Sua última respiração, foi seguida de seu último olhar nessa terra em minha direção....
Não sou tudo o que ela me ensinou, mas sou tudo o que consigo ser, dentro do que ela sempre sonhou....
Hoje sigo, sem suas mãos estendidas em minha direção me ajudando a levantar quando minhas pernas pequenas não tinham forças para os passos que eu queria dar.....
Não a tenho a altura do abraço, a distância do beijo...
A tenho aqui, no lugar mais santo que minha limitação humana conseguiu criar.
Lá, antes de entrar, retiro as sandálias, pois lá o Divino se fez humano, com sabor, gestos e palavras....
Agradeço a ti, Dona Noemia, por ter feito o movimento contrário do nascimento, ao inves de me expelir de seu corpo, me levou para dentro dele, fez de seu coração a extensão do ventre que não me recebeu....
No dia das mães, sou grato por ser filho.
P.S: Receba minhas lágrimas. Entregue me sua benção e seu cheiro
sexta-feira, 10 de maio de 2013
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
Minha avó não sabia ler e nem escrever. Mas sabia eternizar.
Minha avó não sabia ler e nem escrever. Mas sabia eternizar.
E assim ela foi eternizando em mim, os verbos que não leu e
nem escreveu, apenas escutou....
Eu na minha infância, apenas enxergava seus movimentos. Ela pegava
um livro, olhava para ele e começa a contar historias. Não lia, apenas contava.
Oras, ela não sabia ler, mas eu, eu sabia escutar....
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
Chove....
Sempre que chove lembro de minha infancia. Eu e
vovó sentavamos a beira da porta da cozinha e ficavamos vendo e ouvindo
os pingos cairem no chão de terra no fundo do quintal. A chuva corria
em caminhos estreitos feito no chão. Livre e liberta das nuvens, ela
apenas queria viver. Deixou de ser chuva. Agora era apenas água.
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
Aqui mora minha essencia...
Ando pensando na necessidade que por vezes temos de voltar
ao passado, usando da justificativa que precisamos nos reconectar, recuperar
nossa essência perdida em algum lugar.
Primeiro acredito que essência é algo inerente do ser, por
mais perdido que eu esteja dentro do meu eu, minha essência sempre estará comigo.
Talvez seja eu que não queira estar com ela.
Voltar sempre é bom. Rever o caminho, identificar as pessoas
que tanto nos tempos de vacas magras ou agora, no das gordas, estão ao nosso
lado. Isso é bom.
Porem, melhor ainda é continuar, seguir a frente, evoluir.
Minha viagem ao passado em nada ira mudar o que sou hoje. O que
sou é fruto daquilo que fui. E, de posse desse fruto, devo continuar. Com minhas
limitações e erros, com meus acertos e tentativas. Mas sempre seguir.
Voltar. Pegar o caminho certo. Não! O caminho dito certo não
peguei no passado, dei preferencia ao
atalho que me trouxe ate aqui. O que me resta agora é continuar a caminhada. Fazendo
dos meus passos de hoje, boas pegadas a
serem vista no amanhã!
O importante é seguir sendo quem eu sou, e não aquilo que
pensam que eu venha a ser ou o que falam que eu seja….
Aqu mora minha essência. Na responsabilidade pelos meus
passos errados, mas também na propriedade dos passos que irei trilhar.
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
Ontem choveu por aqui
![]() |
| (Foto da internet) |
Ontem choveu por aqui.
O dia não estava claro, mas também não estava escuro. O dia
estava dia.
Saí na janela e não alcancei a gota d’água que caía. Mas não
foi necessário, ela percebendo que eu queria alcança la, resolveu visitar meu
rosto.
Gosto de chuvas.
Quando eu era pequeno, vovó me ensinava à metáfora da chuva. Toda cheia de símbolos, ela me falava que quando chovia, era porque “São Pedro”
estava lavando a casa dele.
Na imaginação de uma criança, tudo aquilo ganhava vida, gestos,
movimentos e outros mais.
Ontem choveu por aqui. Porém dessa fez não foi São Pedro que
lavou sua casa. Fui eu, que ao olhar para a casa do coração, resolvi lava lá.
Ontem choveu por aqui.... chuva de tempestade.
Não foi a chuva que caí do “céu” e corre pelas calçadas.
A chuva que caiu por aqui brotou do coração, formou nuvéns
nos olhos e escorreu. Caminhou pelo rosto negro de um homem.
Ontem, chorei por aqui.....
quinta-feira, 25 de outubro de 2012
Amigos.....
Por vezes é assim. A dificuldade chega e estabelece em nossa vida, sua moradia. Joga suas coisas na sala de nossa casa, e por lá fica. Nós, tambem, por lá ficamos. Imóvel, paralizado. Sequestrado por aquela situação. Nessas horas, amigos são bem vindos. Não aqueles que oucupam o lugar da fiança, para simplesmente nos ver livre. Mas sim aqueles que estabelecem comunicação com nossa dificuldade, que nos olham nos olhos e nos mostram que juntos podemos vencer. Não assumem para si nossas dores, mas sofre ao nosso lado suas dores. Tenho a graça e honra de ter alguns desses nobres ao meu lado......
sábado, 8 de setembro de 2012
Eu e ela...
“Penso em minha mãe. Penso no seu jeito triste de me amar. Gostaria
de vê-la só mais uma vez. Só para ter a oportunidade de dedicar lhe um olhar
demorado, sem distancias. Queria ficar com ela em solidão. Arrancar lhe o
lenço, pentear lhe os cabelos e enfeita los com flores do campo. Vestir lhe
vestidos vermelhos, felizes, perfumados. Destrancar seus lábios para que
pudesse falar seus medos, receios, desejos. Queria assentar me com ela na cama,
entrelaçar lhe as mãos em movimento de cumplicidade e contar lhe tudo o que a
vida me permitiu viver. Confidenciar lhe os medos que experimentei em sua
partida, a vida de desafios que assumi, e ouvir as confissões de seu coração
envelhecido. Queria perguntar lhe o que nunca soube perguntar. Investigar seus
prazeres ocultos, suas alegrias miúdas. Queria desenterrar de sua boca a risada
nunca permitida, o grito eufórico, o desabafo. Queria fazer o que nunca recordo
ter feito. Aconchegar minha cabeça em seu colo, aninhar me indefeso, entrelaçar
meus braços em suas ancas de mulher, pedir lhe socorro, proteção. E depois,
balbuciando como uma criança que se sabe amada, eu lhe pediria que me
retornasse ao ventre, para que, no exercício de sua maternidade, ela me
devolvesse ao primeiro estado de minha vida estranha. Eu e ela. Indistintos corpos
numa única urdidura biológica. Simbiose silenciosa que jamais seria rompida por
contrações musculares que inauguram a
partida que nunca cessa. Eu no ventre. Adormecido na indivisa condição de
pertença. Eu ventrifixado, não acontecido, preservado para todo o sempre do
tortuoso destino de nascer, de romper as entranhas, de expor minha alma de
sombras aos desconfortos da inclemente luz do sol. Eu e ela”
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
Sonho......
Sonho é assim.
Às vezes ultrapassa a escuridão da noite e
ganha luz.
Ressuscita no domingo de ramos e ganha voz em nossos gritos
de aleluia.
Sonho às vezes é maior que nossa realidade e inverte a lógica
do sonhar.
O sonho se torna realidade e a realidade é mera recordação
de um sonho um dia sonhado.
Quero realidades mergulhadas em sonhos. Não sonhos que
terminam com o raiar do sol, mas sonhos que vão se aquecendo conforme o sol vai
chegando.
É feito alimento no fogão. Conforme o calor vai aumentando, o
que antes era grão torna se alimento.
Meus sonhos seguem a mesma lógica. No calor do sol real que
vai chegando, meu sonho vai estendendo o tapete sob carne amanhecida em minha
alma....
terça-feira, 14 de agosto de 2012
Espero.....
meus gemidos de amor são internos...
grito e som ecoa em mim....
som sem palavas, som de silêncio...
pois do amor, apenas conheço isso
seu silêncio que insiste em permanecer..
um dia espero que meu gemido ganhe palavras...
que meu amor crie eco
que meus verbos ganhem corpo
que meu amor, ganhe o amado!
grito e som ecoa em mim....
som sem palavas, som de silêncio...
pois do amor, apenas conheço isso
seu silêncio que insiste em permanecer..
um dia espero que meu gemido ganhe palavras...
que meu amor crie eco
que meus verbos ganhem corpo
que meu amor, ganhe o amado!
sexta-feira, 10 de agosto de 2012
Irei viajar....
Irei viajar.
Nao tenho o bilhete da passagem nas maos e nem
o destino eu sei. Viagem que nao se faz de aviao e nem de trem. Irei viajar em
mim. Visitar meus subterraneos. Meu sub mundo. Meus erros. Meus medos.
Lembranças jogadas para debaixo do tapete. Feridas carregadas na alma e no
corpo. Hora de parar. Cansei de ir. Preciso voltar. Me resgatar de mim mesmo.
Trazer pela mao aquele que em mim esta perdido em algum lugar que nao tenho
mais acesso. Hora de entrar em meus matos. Abrir clarão em minha escuridao. Sei
que voltarei. Não sei que dia e nem que hora. Mas voltarei. Em meu retorno
espero trazer aqueles que perdi. Mas acima de tudo, espero trazer meu sorriso
no rosto e a liberdade na alma de ser que eu sou....
segunda-feira, 30 de julho de 2012
Existe um lugar.....
Existe um lugar. Lindo, feito de céu, feito de mar.
Um lugar onde as palavras falam, os verbos tem vida e a vida
tem verbos....
Lá nesse lugar, o amor não é palavra, o abraço não é
obrigação e o sorriso é cativeiro.
Lá, céu e mar estão juntos. Lua e sol são namorados e vivem
felizes com seus filhos, as estrelas...
Existe um lugar. Um lugar que não cabe no mapa. Que não
podemos ir de carro e tão pouco de avião....
Nesse lugar não usamos sapatos, pois eles aprisionam nosso
pé...
Existe um lugar, onde a liberdade é nossa única prisão....
Existe um lugar que não tem tempo, não cabe no relógio e não
existe ponteiros. Nele lua e sol habitam o mesmo céu, ao mesmo tempo....
Existe um lugar........
Esse lugar existe......
sexta-feira, 27 de julho de 2012
Maria de Rodas......
“Maria de Rodas”. Elas são Carolinas,
Flavias, Tatianas e tantas outras. Todas Marias. Todas em Rodas.
Fátimas, Antonias, Julianas e
Evas. Marias espalhadas por todo esse Brasil. Deslizando sobre o território da
invisibilidade com suas rodas.
Marias que nos ensinam que andar
é muito mais que o movimento das pernas. É antes de tudo, um querer ir…..
Marias, mulheres e mães. São colocadas
no campo da invisibilidade social, mas lá não permanecem. Suas rodas a levam. As
trazem e nos levam com elas.
Suas cadeiras manuais,
motorizadas e potentes. Nos leva a lugares que nossas pernas fortes e firmes não firmariam
nossos pés.
Enfrentam pedras, calçadas, ônibus
e escadas. Pois são Marias.
Marias lançadas ao desafio de
viver em uma sociedade que prima tanto por inclusão. Não, nossas Marias não querem
inclusão, isso é dever do Estado e da Nação. Nossas Marias travam lutas usando
de cadeiras por integração.
O parque da esquina, a escola das
meninas, a praia no litoral. O teatro com a peça em cartaz, o cinema com a
estreia do filme. Todos lugares de inclusão social.
Não, não basta ter inclusão. Faz-se
necessário a integração.
Na ausência do movimento das
pernas, eis a força dos braços, as mãos calejadas e a cadeira a desfilar. Ela é
o símbolo da integração.
Uma inclusão que não se faz
apenas de acessibilidade arquitetônica, mas de quebra de paradigmas, de
conceitos e de olhares.
Marias que nos levam e que nos
devolvem.
Todos conhecemos algumas dessas
tantas Marias da invisibilidade social. A elas conhecemos, suas cadeiras, suas
lágrimas e suas lutas.
Eu conheço a muitas Marias, mais
uma em especial.
Minha Maria de Rodas, Tatiana
Rolim.
A você que me leva de carona em
suas rodas por lugares que sozinho não chegaria jamais!
quarta-feira, 25 de julho de 2012
Papai, eu empresto meu ar pra você respirar….
Só conquista quem permanece. Ninguém conquista nada de
passagem.
Para conquistar um sorriso seu, um abraço seu ou um espaço
em seu coração, se faz necessário permanecer, lhe conquistar.
Seu semblante sempre fechado apenas é disfarce de um sorriso
tão lindo que não cabendo em sua alma, transbordou para seu rosto.
Esse é o presente que nos dá. Em reconhecimento àqueles que
em ti permanece, recebem seu sorriso, aqueles que apenas passam, seu olhar recebe. Ambos recebem.
Eu tenho a graça de receber seu sorriso todos os dias, mas
nem por isso abro mão de me lançar no desafio diário de conquistar lhe. Não quero
que me ame por ser eu seu pai, isso tem outro nome, respeito talvez. Quero que
me ame, porque fui vitorioso na arte de lhe conquistar.
Termino essa singela homenagem com sua fala hoje pela manha.
Ao lhe acordar para juntos comemorarmos seu aniversario, você ainda com a
mascara de inalação no rosto para lhe ajudar a respirar, eis que suas primeiras
palavras foram: “Papai, eu empresto meu ar para você respirar….”
Tens razão meu filho, tu és meu ar. Sem ti, nem respirar eu
sei, muito menos viver.
Obrigado a Deus por me dar um Theus em casa.
Força Theus
Parabéns meu filho
terça-feira, 24 de julho de 2012
Parabéns Miguelito!
“Miguel será seu nome. Assim como o Arcanjo Miguel, meu
filho terá o nome de Miguel”.
E assim se deu, no dia 24 de julho do ano de 20o6 as 19:35
hs eis que meu anjo resolveu ganhar feições de humano e veio aqui me ajudar a
ser mais humano.
Miguel chegou e tal qual o Arcanjo Miguel, assim é sua vida.
Arcanjo Miguel foi o anjo que defendeu o Senhor na
investidura de Lucífer contra os céus. Miguel se colocou a frente do Amor, do
Bem e a Deus ele defendeu.
O mesmo se dá aqui na Terra. Meu Miguel, todas as vezes que
a dor, a lágrima, a tristeza, a descrença, a falta de fé se apresenta diante de
meu coração, ele aqui também se levanta defendendo meu coração….
Na tentativa de ser seu pai, sou muito mais filho.
Na ilusão de lhe educar, sou eu que aprendo.
Obrigado meu filho por me fazer mais humano, mais feliz e
mais filho.
A profecia de sua mãe, aqui se cumpre todos os dias. Tenho
um Arcanjo em casa em traços humanos. A batalha é a mesma, a defesa do Amor e do Bem.
Muitas batalhas já travamos, muitas lagrimas já derramamos.
Mas muito, muito mesmo já nos alegramos.
Seja feliz meu filho.
Seja feliz hoje e sempre……
Parabéns Miguelito
segunda-feira, 23 de julho de 2012
Eis que voltamos!
E depois de muito tempo ausente, eis que retorno a meu quintal tecnológico pelo qual tenho muito carinho.
Foi aqui que tudo começou. Aqui rascunhei minhas primeiras linhas. Aqui era e é meu quintal onde brinco de ser poeta.
Toda volta é um movimento de quem um dia partiu e agora retorna. Em meu retorno, estou ainda abrindo as malas e vendo o que levei e o que retornou comigo.
Voltar pra casa é voltar pra nós mesmo. Nesse retorno, lanço meus olhos a meus rascunhos e neles vejo o quanto cresci por aqui.....
Que assim seja, que possamos voltar a brincar de poesia de frma autentica e clara.
Ganhei outros endereços, facebook, twitter e outros, mas nada como nosso primeiro endereço.
Felliphe, seja bem vindo!
Foi aqui que tudo começou. Aqui rascunhei minhas primeiras linhas. Aqui era e é meu quintal onde brinco de ser poeta.
Toda volta é um movimento de quem um dia partiu e agora retorna. Em meu retorno, estou ainda abrindo as malas e vendo o que levei e o que retornou comigo.
Voltar pra casa é voltar pra nós mesmo. Nesse retorno, lanço meus olhos a meus rascunhos e neles vejo o quanto cresci por aqui.....
Que assim seja, que possamos voltar a brincar de poesia de frma autentica e clara.
Ganhei outros endereços, facebook, twitter e outros, mas nada como nosso primeiro endereço.
Felliphe, seja bem vindo!
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Nascemos para "hiatar"
"Hiato: quando há o encontro de duas vogais em sílabas diferentes, preservando a individualidade fonética de cada uma"
Que a humanidade possa aprender com os hiatos.
Que possamos construir "hiatos" em nossa vida. Encontros de pessoas diferentes, mas preservando a individualidade de cada uma!
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
Maria de Magdala. Mais conhecida como Maria Madalena, ou simplesmente a prostituta. Sim, esse foi o rotulo que atribuiram aquela que de adultera nao viveu nada em sua relação com o Cristo, pelo contrario, foste fiel em seu amor e dedicação. A unica a ir ao tumulo apos sua morte. Maria Madalena nao foi atingida pelas palavras de Jesus, mas sim por seu olhar silencio. Antes mesmo de escrever uma sentença de misericordia no chão, ja havia pronunciado uma palavra de resgate no coração de Madelana. O barulho das pedras levantadas em sua direção, foram vencidos pelo silencio de amor de um Cristo que olhava para uma pecadora no momento, mas um ser em construção!. Que possamos vencer os barulhos do mundo, com o silencio do amor!
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Julgamentos
Como é doloroso você ser julgado por pessoas que não lhe conhecem, que não sabem quem você é, de onde vem e nem para onde vai.....
Pessoas que ti julgam em cima do abstrato do que alguem falou e esquecem do substancioso que no ontem você fez....
Julgamentos em cima do agora, e não com olhar no ontem.
Tenho meus erros e eles eu reconheço, mas também tenho meus acertos, mesmo que agora ninguem queria ve los!
Pessoas que ti julgam em cima do abstrato do que alguem falou e esquecem do substancioso que no ontem você fez....
Julgamentos em cima do agora, e não com olhar no ontem.
Tenho meus erros e eles eu reconheço, mas também tenho meus acertos, mesmo que agora ninguem queria ve los!
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
Deus é assim, feito felicidade que resolve aparecer sem antes avisar, Deus também gosta de nos surpreender.
Deus é assim, feito felicidade que resolve aparecer sem antes avisar, Deus também gosta de nos surpreender.
Chega exatamente na hora em que não esperávamos, mas na hora certa Dele chegar. Por vezes vem quando a casa esta cheia e não cabe mais ninguém no sofá da sala. Ai Ele chega, entra como se nunca tivesse visitado nossa casa, e pacientemente espera que alguém desocupe o sofá para que Ele possa sentar e prosear meia hora conosco.
Outrora Ele aparece quando a bagunça impera em nosso lar. Entra e se mistura com toda a desorganização e fica nos implorando para que possamos olhar para Ele.
Deus é assim minha gente, não escolha dia e nem hora para chegar. Ele apenas chega, sem fazer barulho, sem ser anunciado. Chega e fica. Suas visitas não costumam ser rápidas, mas sempre deixam marcas.
Não sei quem esta ocupando o sofá da sua vida hoje, mas sei que Deus esta ai na sala da vida, pedindo apenas 30 minutos para prosear com você. Relembrar-lhe dos sonhos de sua vida, das esperanças esquecidas em alguma desilusão, das forças enfraquecidas em nos momentos que tu travaste guerras que não eram suas.
Deus esta ai, na bagunça que sua vida se faz hoje. Em meio a todos esse caos, Ele se coloca no sofá de sua vida. Se não tem lugar no sofá, Ele senta na cadeira na mesinha na cozinha e lhe convida para um café rápido.
Pode ir, Ele não vai tomar muito tempo de sua vida. Ele apenas quer lhe relembrar que Ele sendo Deus, escolheu que nunca irá desistir de você.......
domingo, 26 de junho de 2011
Ausência é a não presença de alguém que um dia já esteve presente. Solidão é a ante sala disso.
Tenho a mania de organizar gavetas quanto estou em casa. Na tarefa de arrumar as gavetas, faço uma ponte com minha vida. O exercício serve para ver as coisas em minha vida que também carecem de arrumação. Aquelas coisas que estão em gavetas erradas, ou que já estão velhas por lá e no exato momento somente ocupam espaço.
Aprendi isso com meu avô, ele sempre me falava que antes de organizar o mundo, eu tinha que organizar meu guarda roupa.
Hoje me lancei nesse exercício pedagógico e também espiritual. A bagunça das gavetas serve de metáfora para trazer minha vida mais próxima a meus olhos e assim a enxerga lá com calma.
Porem algo foi diferente. No fundo da gaveta encontrei um pedaço de papel carinhosamente dobrado. Não aparentava que estava perdido ou largado, mas sim que carinhosamente foi “esquecido” ali. A pessoa que ali o deixou, sabia que no momento certo eu o iria encontrar.
Delicadamente peguei o papel. O abri e meus olhos descansaram sob a delicadeza de cada traço, de cada letra, de cada cor. Aquele papel estava me relevando uma verdade que há tempos venho fugindo.
Era um papel simples com cores raras.
O papel continha um recado. O recado era curto, mas as lagrimas foram longas.
O bilhete era todo mergulhado em desenhos. Na parte superior do papel tinha nuvens em um azul forte, sendo vencidas por um sol em tom de amarelo ouro, já um pouco desbotado por conta do tempo. Na parte inferior do papel, um desenho de duas pessoas caminhando por um jardim.
As ilustrações simples do papel já conseguiram tocar as raridades deixadas em meu coração. Aquele pedaço de papel trouxe despertou em mim coisas que antes estavam veladas em algum canto de meu coração.
No centro do papel a frase que antes mesmo de ver, meus olhos já haviam lido.
Escrito com lápis de cor verde, os traços diziam assim: “O amor não nasceu para ser justificado, mas sim para ser vivido”.
Ao terminar de ler aquelas palavras, parecia que o tempo havia parado. O coração bateu na mesma sintonia que a saudade e as lagrimas corriam na mesma velocidade que o desejo de voltar.
De fato o amor não nasceu para ser justificado, porem sua ausência também não carece de justificativa. Por alguns minutos fiquei ali parado, revivendo e relembrando a cena de quando aquele simples bilhete foi escrito.
Lembrei que na época estávamos a discutir a diferença entre solidão e ausência.
Depois de muitas horas discutindo não conseguimos chegar a uma conclusão lógica e nem tão pouco poética.
Pois bem, agora ali de frente aquele simples papel e totalmente refém dele, encontrei a conclusão de nossa discussão muito mais poética do que qualquer outra coisa.
Ausência é a não presença de alguém que um dia já esteve presente. Solidão é a ante sala disso. Solidão é coração que nunca foi visitado. Ausência é coração que sofre de saudade.
Neste momento que sou refém desse papel que aqui você deixou, tenho a nítida certeza que sofre muito mais um coração com a dor da ausência do que um coração que se encontra na solidão!
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