sexta-feira, 27 de julho de 2012

Maria de Rodas......


“Maria de Rodas”. Elas são Carolinas, Flavias, Tatianas e tantas outras. Todas Marias. Todas em Rodas.
Fátimas, Antonias, Julianas e Evas. Marias espalhadas por todo esse Brasil. Deslizando sobre o território da invisibilidade com suas rodas.
Marias que nos ensinam que andar é muito mais que o movimento das pernas. É antes de tudo, um querer ir…..
Marias, mulheres e mães. São colocadas no campo da invisibilidade social, mas lá não permanecem. Suas rodas a levam. As trazem e nos levam com elas.
Suas cadeiras manuais, motorizadas e potentes. Nos leva a lugares que nossas pernas fortes e firmes não firmariam nossos pés.
Enfrentam pedras, calçadas, ônibus e escadas. Pois são Marias.
Marias lançadas ao desafio de viver em uma sociedade que prima tanto por inclusão. Não, nossas Marias não querem inclusão, isso é dever do Estado e da Nação. Nossas Marias travam lutas usando de cadeiras por integração.
O parque da esquina, a escola das meninas, a praia no litoral. O teatro com a peça em cartaz, o cinema com a estreia do filme. Todos lugares de inclusão social.
Não, não basta ter inclusão. Faz-se necessário a integração.
Na ausência do movimento das pernas, eis a força dos braços, as mãos calejadas e a cadeira a desfilar. Ela é o símbolo da integração.
Uma inclusão que não se faz apenas de acessibilidade arquitetônica, mas de quebra de paradigmas, de conceitos e de olhares.
Marias que nos levam e que nos devolvem.
Todos conhecemos algumas dessas tantas Marias da invisibilidade social. A elas conhecemos, suas cadeiras, suas lágrimas e suas lutas.
Alguns conhecem um pouco mais. Conhecem também suas vitórias.
Eu conheço a muitas Marias, mais uma em especial.
Minha Maria de Rodas, Tatiana Rolim.
A você que me leva de carona em suas rodas por lugares que sozinho não chegaria jamais!

Um comentário:

Gaby Soncini disse...

Que bonito isso *.*

Que bom que está de volta!