Em homenagem a meu amigo, Brunão!!!
Hoje é o dia nacional do combate ao fumo. O ideal é que pelo menos nesse dia todos fiquem sem fumar. Mas sei que é pedir muito. Onde moramos é impossível passar um dia sequer sem levar fumo.
Em nosso país também é proibido praticar a eutanásia. Mas não é proibido fumar. Isso significa que você não pode acabar com o sofrimento. Mas se quiser começar com ele tudo bem.
A parte mais intrigante do mundo do tabagismo sem dúvida é o filtro do cigarro. Ele filtra o quê? Fumar um cigarro com filtro é semelhante a coar o café numa biruta.
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
terça-feira, 5 de agosto de 2008
Se Liga 16
Por Lucia Hippolito
Lembram-se dessa campanha?
Durante a Constituinte, a UNE e outros movimentos estudantis lançaram a campanha “Se liga 16”, para conscientizar os jovens sobre a importância do voto e para convencer a Constituinte a diminuir a idade mínima para votar.
Como resultado da campanha, a Constituição de 88 adotou o voto facultativo para jovens de 16 e 17 anos. Nas primeiras eleições, foi maciço o alistamento eleitoral dos jovens.
Entretanto, desde 2004 este número vem caindo consistentemente, confirmando o enorme desencanto dos jovens com a política.
Vamos aos números. Entre 2004 e 2008, o eleitorado brasileiro total cresceu 7,43%, de 121 milhões para 130,6 milhões.
(Como não há eleições em Brasília nem em Fernando de Noronha, deverão comparecer às urnas este ano cerca de 128 milhões de eleitores.)
Em movimento contrário, o eleitorado de 16 e 17 anos teve uma queda, entre 2004 e 2008, de 19%: caiu de 3,6 milhões para 2,9 milhões de eleitores jovens. Na cidade do Rio de Janeiro, então, a queda foi brutal: 35%, de 42,9 mil para 27,4 mil eleitores de 16 e 17 anos.
(Existe também uma crença, verdadeira em muitas cidades, de que os eleitores de primeira viagem são sempre convocados para trabalhar como mesários no dia das eleições.)
Seja em ditaduras ou em Estados democráticos, os jovens engajam-se na política principalmente quando esperam que amanhã seja melhor que hoje.
Há, indiscutivelmente, uma aposta no futuro.
Ganhe ou não as eleições americanas, Barack Obama já tem o indiscutível mérito de ter trazido a juventude americana de volta para a política. Nos Estados Unidos, os jovens não tinham tamanha participação política há quase 40 anos.
Mas no Brasil, a sucessão de escândalos impunes desde 2004 gerou na sociedade em geral, e nos jovens em particular, um tremendo desencanto com a política e os políticos.
Mensalão, aloprados, sanguessugas, violação do sigilo do caseiro, cartões corporativos, dossiê contra Fernando Henrique e Ruth Cardoso, Daniel Dantas, a idéia de roubalheira generalizada e impune. Tudo isto afasta o jovem da política.
A sensação de impunidade, de que todos são iguais, “farinha do mesmo saco”, de que todos estão na política para “se arrumar”. A desilusão é grande.
E há também, não vamos nos esquecer, uma convicção generalizada – e não apenas entre os jovens – de que a política não afeta a vida quotidiana dos brasileiros.
A economia vai bem, o que é verdade. As pessoas estão comendo e comprando mais, o que também é verdade. Os empresários estão produzindo como nunca. Verdade também. Os banqueiros não conseguem parar de rir. Verdade verdadeira.
Então, por que se preocupar com a política?
Este é um grave equívoco. Equívoco que leva as pessoas de bem a abandonar a política nas mãos de... vocês-sabem-quem.
Contra isso, estudantes estão tentando reativar o “Se liga 16”. No Estado do Rio, o TRE se associou ao projeto. Escolas podem solicitar palestras e mesmo uma eleição simulada, para incentivar a participação dos jovens.
Para 2008, o slogan da campanha é “Vai ficar em cima do muro? Mude sua cidade para mudar o Brasil. Tire seu título: Se liga 16!”
Sem a energia, o entusiasmo e a dedicação dos jovens, não vamos muito longe. Vamos participar, moçada.
Lembram-se dessa campanha?
Durante a Constituinte, a UNE e outros movimentos estudantis lançaram a campanha “Se liga 16”, para conscientizar os jovens sobre a importância do voto e para convencer a Constituinte a diminuir a idade mínima para votar.
Como resultado da campanha, a Constituição de 88 adotou o voto facultativo para jovens de 16 e 17 anos. Nas primeiras eleições, foi maciço o alistamento eleitoral dos jovens.
Entretanto, desde 2004 este número vem caindo consistentemente, confirmando o enorme desencanto dos jovens com a política.
Vamos aos números. Entre 2004 e 2008, o eleitorado brasileiro total cresceu 7,43%, de 121 milhões para 130,6 milhões.
(Como não há eleições em Brasília nem em Fernando de Noronha, deverão comparecer às urnas este ano cerca de 128 milhões de eleitores.)
Em movimento contrário, o eleitorado de 16 e 17 anos teve uma queda, entre 2004 e 2008, de 19%: caiu de 3,6 milhões para 2,9 milhões de eleitores jovens. Na cidade do Rio de Janeiro, então, a queda foi brutal: 35%, de 42,9 mil para 27,4 mil eleitores de 16 e 17 anos.
(Existe também uma crença, verdadeira em muitas cidades, de que os eleitores de primeira viagem são sempre convocados para trabalhar como mesários no dia das eleições.)
Seja em ditaduras ou em Estados democráticos, os jovens engajam-se na política principalmente quando esperam que amanhã seja melhor que hoje.
Há, indiscutivelmente, uma aposta no futuro.
Ganhe ou não as eleições americanas, Barack Obama já tem o indiscutível mérito de ter trazido a juventude americana de volta para a política. Nos Estados Unidos, os jovens não tinham tamanha participação política há quase 40 anos.
Mas no Brasil, a sucessão de escândalos impunes desde 2004 gerou na sociedade em geral, e nos jovens em particular, um tremendo desencanto com a política e os políticos.
Mensalão, aloprados, sanguessugas, violação do sigilo do caseiro, cartões corporativos, dossiê contra Fernando Henrique e Ruth Cardoso, Daniel Dantas, a idéia de roubalheira generalizada e impune. Tudo isto afasta o jovem da política.
A sensação de impunidade, de que todos são iguais, “farinha do mesmo saco”, de que todos estão na política para “se arrumar”. A desilusão é grande.
E há também, não vamos nos esquecer, uma convicção generalizada – e não apenas entre os jovens – de que a política não afeta a vida quotidiana dos brasileiros.
A economia vai bem, o que é verdade. As pessoas estão comendo e comprando mais, o que também é verdade. Os empresários estão produzindo como nunca. Verdade também. Os banqueiros não conseguem parar de rir. Verdade verdadeira.
Então, por que se preocupar com a política?
Este é um grave equívoco. Equívoco que leva as pessoas de bem a abandonar a política nas mãos de... vocês-sabem-quem.
Contra isso, estudantes estão tentando reativar o “Se liga 16”. No Estado do Rio, o TRE se associou ao projeto. Escolas podem solicitar palestras e mesmo uma eleição simulada, para incentivar a participação dos jovens.
Para 2008, o slogan da campanha é “Vai ficar em cima do muro? Mude sua cidade para mudar o Brasil. Tire seu título: Se liga 16!”
Sem a energia, o entusiasmo e a dedicação dos jovens, não vamos muito longe. Vamos participar, moçada.
quinta-feira, 31 de julho de 2008
DIA DO ORGASMO
Hoje é o dia mundial do orgasmo. Em datas especiais é comum dar uma festa. No dia mundial do orgasmo seria bom dar bem mais que isso.
O correto é que hoje todo ser-humano sentisse pelo menos um orgasmo. Menos as mulheres do Afeganistão, claro.
A coisa mais parecida na vida que encontrei com um orgasmo foi o meu salário. Pois eu dou um duro danado pra conseguir chegar nele. E quando chego é bom. Mas dura pouco.
Pelo menos o orgasmo eu consigo atingir sozinho se quiser. Já o salário só consigo alcançar a dois. E o chefe fica atrás.
Mulheres são famosas por fingirem o orgasmo. Eu dei muita sorte até hoje pois nunca peguei nenhuma mulher que tivesse fingido pra mim. Todas elas sempre foram sinceras e disseram: Felliphe, desiste.
O orgasmo é importante para os brasileiros, tanto é que certa vez uma ministra do turismo decretou o orgasmo como solução para a crise do apagão aéreo.
Mas o orgasmo não é importante só para os brasileiros. Ele é importante para todos os seres-humanos, pois a vida gira em torno disso. Pelo orgasmo se inicia a vida. E a vida que se inicia pelo orgasmo, quando cresce tudo que quer é sentir orgasmo. Mas quando você quer apenas sentir orgasmo e esse orgasmo acaba dando certo demais então nasce uma nova vida que você não planejou. Só nesse momento é que a pessoa vai finalmente conhecer o que realmente é foda.
Mas não esquente a cabeça com isso. Hoje é dia de comemorar.
Você não leu o título do post? Hoje é dia do orgasmo!
Então vai aproveitar! O que ainda está fazendo aí sentado em frente o computador na internet? Ah sim... claro... é assim que você comemora esse dia. Então, pô, passa a senha de uns sites aí... quero comemorar também.
O correto é que hoje todo ser-humano sentisse pelo menos um orgasmo. Menos as mulheres do Afeganistão, claro.
A coisa mais parecida na vida que encontrei com um orgasmo foi o meu salário. Pois eu dou um duro danado pra conseguir chegar nele. E quando chego é bom. Mas dura pouco.
Pelo menos o orgasmo eu consigo atingir sozinho se quiser. Já o salário só consigo alcançar a dois. E o chefe fica atrás.
Mulheres são famosas por fingirem o orgasmo. Eu dei muita sorte até hoje pois nunca peguei nenhuma mulher que tivesse fingido pra mim. Todas elas sempre foram sinceras e disseram: Felliphe, desiste.
O orgasmo é importante para os brasileiros, tanto é que certa vez uma ministra do turismo decretou o orgasmo como solução para a crise do apagão aéreo.
Mas o orgasmo não é importante só para os brasileiros. Ele é importante para todos os seres-humanos, pois a vida gira em torno disso. Pelo orgasmo se inicia a vida. E a vida que se inicia pelo orgasmo, quando cresce tudo que quer é sentir orgasmo. Mas quando você quer apenas sentir orgasmo e esse orgasmo acaba dando certo demais então nasce uma nova vida que você não planejou. Só nesse momento é que a pessoa vai finalmente conhecer o que realmente é foda.
Mas não esquente a cabeça com isso. Hoje é dia de comemorar.
Você não leu o título do post? Hoje é dia do orgasmo!
Então vai aproveitar! O que ainda está fazendo aí sentado em frente o computador na internet? Ah sim... claro... é assim que você comemora esse dia. Então, pô, passa a senha de uns sites aí... quero comemorar também.
sábado, 26 de julho de 2008
Histórias da vida real!
Final de semana não é o meu forte!
Gosto de agitação, de correria, de mil coisas acontecendo.... final de semana é tudo muito devagar... mas tudo bem..
Porém sei que muitas familias precisam do final de semana para ficar juntos, descansarem e coisas do tipo...
Por falar em descansar.... Bruno, tu não vai acordar não meu!!!
Bem, já que meu amigo Bruno mais um vez vive seu sono de descanso, fiquei sem opção, ou seja, vocês teram que ler mais um post meu!
Porem, hoje o dia esta tão devagar, que ate as palavras estão demorando para chegar....
Sendo assim, irei pedir ajuda para meus amigos. Sabe como?
Contando historias vividas por nós...
Vamos lá!
Carnaval de 2006. A falta de opção me convenceu a ir para o litoral com meu amigo Cordeiro. Eu fui deitado no banco, porque não estava nem um pouco empolgado com a viagem de merda.
Me surpreendi quando chegamos lá e eu levantei a cabeça pelo vidro. Eu contemplei a paisagem e as pessoas: Coqueiros, morenas rebolando e batuques de tambores. Tomei um choque e perguntei:
- Nossa.... chegamos na África?- Não..é a Praia Grande!
Mas não é essa a história que vou contar.
Acontece que ficamos um dia lá e não aguentamos. Resolvemos ir embora.
Afinal, como somos espertos, não queríamos ir embora no último dia do feriado, pois, todos iam querer ir embora nesse dia, e iríamos ficar presos no congestionamento.
Para nosso azar, todos que estavam lá eram tão espertos como nós, e ficamos presos no congestionamento.
Nem chegamos na rodovia e já tinha uma enorme fila de carros.
Segundo meu amigo Cordeiro, era só aquele "trechinho".
Engraçado: duas horas e meia depois, estávamos ainda naquele "trechinho".
Foi quando liberaram o lado oposto da Anchieta, na operação subida. Ou seja, os carros agora podiam subir na pista que normalmente é usada para descer.
Não pensei duas vezes e sugeri:
- Cordeiro... Sobe em cima do canteiro e atravessa pro lado de lá, porque senão vamos chegar em casa só na quarta-feira de cinzas
- Não..não... a gente pode tomar multa!
- Teu c...! Tá vendo guarda com caderninho aqui anotando quem vai subir no canteiro?
- Não não..deixa...
Foi quando vimos todos carros que estavam na nossa frente fazer adivinha o que?
Exatamente... subir no canteiro e atravessar pro outro lado da pista.
Então o Cordeiro se convenceu que não tomaria multa e fez o mesmo.
Acontece que, o carro atolou na lama do canteiro.
Não queria desatolar.
Era uma cena típica de Chapolin. Quem descia pra ver tomava lama na cara. Sem contar que se formou um congestionamento agora no canteiro graças ao nosso carro.
Seria o que, pelo raciocício do Cordeiro, poderíamos chamar de, um mini "trechinho".
Saindo do controle a situação, fizemos o óbivo. Descemos eu, a Débora (mina do dito cujo), Ed e Daniel para empurrar o carro.
Fazíamos muita força, mas o carro não saía do lugar.
Quando eu olhei para o lado, adivinha quem estava me ajudando a empurrar o carro? O motorista Cordeiro!
- Porra...Cordeiro... Vai lá no carro acelerar burro!
- Mas eu tenho que ajudar a empurrar também!
- Mas e o carro?
- Eu puxei o freio de mão!
Sim. Ele foi ajudar a desatolar o carro. Com o freio de mão puxado!
Gosto de agitação, de correria, de mil coisas acontecendo.... final de semana é tudo muito devagar... mas tudo bem..
Porém sei que muitas familias precisam do final de semana para ficar juntos, descansarem e coisas do tipo...
Por falar em descansar.... Bruno, tu não vai acordar não meu!!!
Bem, já que meu amigo Bruno mais um vez vive seu sono de descanso, fiquei sem opção, ou seja, vocês teram que ler mais um post meu!
Porem, hoje o dia esta tão devagar, que ate as palavras estão demorando para chegar....
Sendo assim, irei pedir ajuda para meus amigos. Sabe como?
Contando historias vividas por nós...
Vamos lá!
Carnaval de 2006. A falta de opção me convenceu a ir para o litoral com meu amigo Cordeiro. Eu fui deitado no banco, porque não estava nem um pouco empolgado com a viagem de merda.
Me surpreendi quando chegamos lá e eu levantei a cabeça pelo vidro. Eu contemplei a paisagem e as pessoas: Coqueiros, morenas rebolando e batuques de tambores. Tomei um choque e perguntei:
- Nossa.... chegamos na África?- Não..é a Praia Grande!
Mas não é essa a história que vou contar.
Acontece que ficamos um dia lá e não aguentamos. Resolvemos ir embora.
Afinal, como somos espertos, não queríamos ir embora no último dia do feriado, pois, todos iam querer ir embora nesse dia, e iríamos ficar presos no congestionamento.
Para nosso azar, todos que estavam lá eram tão espertos como nós, e ficamos presos no congestionamento.
Nem chegamos na rodovia e já tinha uma enorme fila de carros.
Segundo meu amigo Cordeiro, era só aquele "trechinho".
Engraçado: duas horas e meia depois, estávamos ainda naquele "trechinho".
Foi quando liberaram o lado oposto da Anchieta, na operação subida. Ou seja, os carros agora podiam subir na pista que normalmente é usada para descer.
Não pensei duas vezes e sugeri:
- Cordeiro... Sobe em cima do canteiro e atravessa pro lado de lá, porque senão vamos chegar em casa só na quarta-feira de cinzas
- Não..não... a gente pode tomar multa!
- Teu c...! Tá vendo guarda com caderninho aqui anotando quem vai subir no canteiro?
- Não não..deixa...
Foi quando vimos todos carros que estavam na nossa frente fazer adivinha o que?
Exatamente... subir no canteiro e atravessar pro outro lado da pista.
Então o Cordeiro se convenceu que não tomaria multa e fez o mesmo.
Acontece que, o carro atolou na lama do canteiro.
Não queria desatolar.
Era uma cena típica de Chapolin. Quem descia pra ver tomava lama na cara. Sem contar que se formou um congestionamento agora no canteiro graças ao nosso carro.
Seria o que, pelo raciocício do Cordeiro, poderíamos chamar de, um mini "trechinho".
Saindo do controle a situação, fizemos o óbivo. Descemos eu, a Débora (mina do dito cujo), Ed e Daniel para empurrar o carro.
Fazíamos muita força, mas o carro não saía do lugar.
Quando eu olhei para o lado, adivinha quem estava me ajudando a empurrar o carro? O motorista Cordeiro!
- Porra...Cordeiro... Vai lá no carro acelerar burro!
- Mas eu tenho que ajudar a empurrar também!
- Mas e o carro?
- Eu puxei o freio de mão!
Sim. Ele foi ajudar a desatolar o carro. Com o freio de mão puxado!
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