quarta-feira, 21 de novembro de 2012
Chove....
Sempre que chove lembro de minha infancia. Eu e
vovó sentavamos a beira da porta da cozinha e ficavamos vendo e ouvindo
os pingos cairem no chão de terra no fundo do quintal. A chuva corria
em caminhos estreitos feito no chão. Livre e liberta das nuvens, ela
apenas queria viver. Deixou de ser chuva. Agora era apenas água.
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
Aqui mora minha essencia...
Ando pensando na necessidade que por vezes temos de voltar
ao passado, usando da justificativa que precisamos nos reconectar, recuperar
nossa essência perdida em algum lugar.
Primeiro acredito que essência é algo inerente do ser, por
mais perdido que eu esteja dentro do meu eu, minha essência sempre estará comigo.
Talvez seja eu que não queira estar com ela.
Voltar sempre é bom. Rever o caminho, identificar as pessoas
que tanto nos tempos de vacas magras ou agora, no das gordas, estão ao nosso
lado. Isso é bom.
Porem, melhor ainda é continuar, seguir a frente, evoluir.
Minha viagem ao passado em nada ira mudar o que sou hoje. O que
sou é fruto daquilo que fui. E, de posse desse fruto, devo continuar. Com minhas
limitações e erros, com meus acertos e tentativas. Mas sempre seguir.
Voltar. Pegar o caminho certo. Não! O caminho dito certo não
peguei no passado, dei preferencia ao
atalho que me trouxe ate aqui. O que me resta agora é continuar a caminhada. Fazendo
dos meus passos de hoje, boas pegadas a
serem vista no amanhã!
O importante é seguir sendo quem eu sou, e não aquilo que
pensam que eu venha a ser ou o que falam que eu seja….
Aqu mora minha essência. Na responsabilidade pelos meus
passos errados, mas também na propriedade dos passos que irei trilhar.
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
Ontem choveu por aqui
![]() |
| (Foto da internet) |
Ontem choveu por aqui.
O dia não estava claro, mas também não estava escuro. O dia
estava dia.
Saí na janela e não alcancei a gota d’água que caía. Mas não
foi necessário, ela percebendo que eu queria alcança la, resolveu visitar meu
rosto.
Gosto de chuvas.
Quando eu era pequeno, vovó me ensinava à metáfora da chuva. Toda cheia de símbolos, ela me falava que quando chovia, era porque “São Pedro”
estava lavando a casa dele.
Na imaginação de uma criança, tudo aquilo ganhava vida, gestos,
movimentos e outros mais.
Ontem choveu por aqui. Porém dessa fez não foi São Pedro que
lavou sua casa. Fui eu, que ao olhar para a casa do coração, resolvi lava lá.
Ontem choveu por aqui.... chuva de tempestade.
Não foi a chuva que caí do “céu” e corre pelas calçadas.
A chuva que caiu por aqui brotou do coração, formou nuvéns
nos olhos e escorreu. Caminhou pelo rosto negro de um homem.
Ontem, chorei por aqui.....
quinta-feira, 25 de outubro de 2012
Amigos.....
Por vezes é assim. A dificuldade chega e estabelece em nossa vida, sua moradia. Joga suas coisas na sala de nossa casa, e por lá fica. Nós, tambem, por lá ficamos. Imóvel, paralizado. Sequestrado por aquela situação. Nessas horas, amigos são bem vindos. Não aqueles que oucupam o lugar da fiança, para simplesmente nos ver livre. Mas sim aqueles que estabelecem comunicação com nossa dificuldade, que nos olham nos olhos e nos mostram que juntos podemos vencer. Não assumem para si nossas dores, mas sofre ao nosso lado suas dores. Tenho a graça e honra de ter alguns desses nobres ao meu lado......
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