quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Zilda Arns

Nesse mundo de tecnologia e globalização da informação, recebo o seguinte torpedo:
"Morre Zilda Arns"

Peguei um pedaço de papel. No primeiro momento seria para enxugar minhas lagrimas, logo depois percebi que isso não, entao escrevi:

"Morre Zilda Arns...
Aquela que abalou as estruturas da fome, lutando por nossas crianças, morre vitima de um abalo....
Aquela que lutou tanto agregando e tanto valor a natureza, criando "multi-mistura" e outros derivados da natureza, hoje é vitíma da natureza....
Não, não é a natureza a culpada pela morte dessa mulher. O culpado é o homem.
Sim o homem, qual a importancia que tem agora o maior edificio já construido pelo homem, se esse mesmo homem nao respeitando os limites da natureza produz um ciclo que comunica em terremotos que derruba nao somente construções fisicas, mas pessoas também....
O fato aqui é o seguinte. Zilda não morreu, pois pessoas como ela não morrem, mas tornão-se eternas.
Zilda é o tipo de pessoas que sua historia e sua vida ultrapassa os limites da morte.
O mais interessante é onde essa mulher morreu.
Quis a vida que Zilda derramasse seu sangue na país mais pobre. Do altar dos pobres para o altar de Deus.
O sacerdote, na consagração do pão e do vinho, para mostrar que as substancias deixaram de ser e agora sao Corpo e Sangue de Cristo, elevam as mesmas para o alto.
Quis a vida que o altar fosse o do país mais pobre, quis a vida que você Zilda que sempre lutou para construir, para edificar fosse vítima da desconstrução.
Do altar dos pobres elevamos ao alto sua vida, para que sua morte seja vida eterna no coração de nossas crianças.
O Céu ganha mais um santo que tambem assina Arns.

Um comentário:

cristal de uma mulher disse...

MEU LINDO AMIGO MUITO OBRIGADA POR TEU CARINO e muito me encata ler-te ,e sobre esta tragedia meu lindo todos nós estamos no mesmo barco,pois a natureza dos fatos nunca será entendido pelo homem. Muito triste tudo isto.

Tenha meu querido uma ano novo cheio de realizações e muito amor.Meu beijo de luz