domingo, 8 de maio de 2011

Sombra!




Do Cristo, eu sou apenas sua sombra!

Mãe!

Me revesti de coragem. Alcancei o telefone e liguei para ela. Do outro lado apenas chamava, não havia mais ninguém para atender. Caiu na caixa postal. Com a voz mergulhada em lágrimas, deixei o meu recado: "Mãe, volte logo!"

segunda-feira, 2 de maio de 2011

O terrorismo velado!

Todas as mídias reproduzem a mesma noticia. Bin Laden esta morto.
Não poderia ser diferente. Bin Laden foi e será o tipo de ser humano que marcou sua época. Porem a marca foi se sangue, de guerras travadas em nome de um Deus que nunca tocou em uma arma. Bin Laden morreu, mas antes dele centenas de homens também morreram por acreditarem em um sonho que muita mais de apresentava como pesadelo.
Da morte de Bin Laden nos fica uma lição. Bin Laden, terrorista que sempre deve a mídia divulgando suas ações TERRORISTAS, agora em sua morte, de cada 10 noticias da mídia, 9 falam da morte do tal terrorista.
Pequenos, médios e grandes meios de comunicação reproduzem a noticia em serie!
Que pena, pois o terrorista e grande ameaça dos Estados Unidos esta morto, mas aqui, na terra de Santa Cruz também temos muitos terroristas andando por ai, e ninguém fala nada deles.
O terrorismo frente a um sistema educação que esta em caos, uma saúde que vive na UTI, uma segurança publica insegura.
O terrorismo de nossas crianças nas ruas, nossos jovens entregues as drogas e nossas famílias dilaceradas.
O terrorismo da falta de emprego, da falta de valores, de referencia.
O terrorismo da falta de ação, da falta de respeito com nossos velhos jogados a margem de uma população que os descarta como se fossem papel descartável.
Desse terrorismo e terroristas de nosso dia a dia ninguém fala. Ninguem está disposto a comentar, a oferecer milhões de dollares pela eliminação daqueles que provocam e sustentam isso.
Melhor falar de casamentos de realezas, pois a vida de verdade não merece luz!

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Pietá em traços humanos!

Meus olhos ainda não há alcançaram mas meu coração nela fez sua moradia. Mulher sensível a vida e da vida tão abusada. Das alegrias viveu seus avessos, dos sonhos restou somente a doce ilusão.
Mulher de luta e luta em todos os sentidos. Há conheci assim, travando uma luta que não é sua, mas assumiu para ti.
Da fragilidade do sobrinho fez seu altar. Ofereceu não somente seu carinho de tia, mas a totalidade de sua vida depositou diante de seu pequeno Felipe.
Mudou a lógica da vida, inverteu os caminhos e trocou os valores. Nada mais em sua vida teria sentido algum se o sentido de tudo não fosse à luta pela vida diante de seu sobrinho.
Tal qual Pietá, com seu Filho deitado nos braços, sem nada poder fazer a não ser receber aquele que ali estava; Jane também assim o faz. Na incompreensão da vida, acolhe o pequeno Felipe em seus braços, e de seus braços sai à força motora na vida de Felipe, o amor incondicional de uma tia que não se esgotou na função de tia, mas resolveu também ser altar!
Jane é altar de muitas dores, ponto de encontro de muitas lagrimas, repouso de muitas esperanças “desesperançosas”. Mas quanto esta diante das lutas de seu Felipe, tal qual o sacerdote professa as palavras santas e faz do pão alimento e do vinho sangue que salva, ela também transforma lagrimas em sorrisos,  dores em felicidades e lagrimas em águas refrescantes.
Gostaria de saber de onde vem tamanha força, tamanha garra, tamanho dom e tom.
Na ausência da resposta, fico na limitação da pergunta.
Pietá que retrata Maria que recebeu na quinta feira  do Alto da Cruz seu Filho morto, mas não morria em si a certeza da vida, e crente nesta certeza, no domingo viu seu Filho ressuscitar, assim também vejo em ti, que por inúmeras vezes recebeu seu sobrinho em seus braços, limitado pela patologia, saibas que domingo ele também levantara, olharas em seus olhos e dirás: Mulher o que busca aqui? Aquele que adormecia não esta mais aqui. Ressuscitou!
Que seja assim, perguntas sem respostas e respostas que não carecem de perguntas, mas acima de tudo que seja Jane. Que seja Selma. Que seja Rocha!