Aprendi muito cedo que amor é a ciência que traz em seu bojo a possibilidade de reconciliar contrários
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
Leandra
Leandra
Luz do luar.
Luminosidade, lunária e luminosa.
Lucinação latente.
Lutadora, lustre.
Locutora da locomotiva luxuosa da Luz.
Linda de linho.
Lincença linda do limitide limitado.
Limpa letra leve levada, leviana na liberdade.
Letrada, levada e lustre.
Lembrete lido na lente da leveza.
Linda.
Legenda de letra literaria legitimada na lida.
Leandra!
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
No compasso do coração
Os pés são nossos, mas o caminho que irão percorrer nunca saberemos.
Por vezes nos levam ate o jardim para uma caminhada ao céu livre, outrora nos leva em contato com aquela vizinha chata que somente sabe fazer duas coisas: falar mal da outra vizinha e nos passar um relatório completo da vida afetiva. O que me interessa a vida pessoal dela? Bem, isso é pauta para outro texto.
Existe outro mecanismo que nos leva, nos conduz. Porem este de forma especial tem o poder de nos levar, mesmo sem nos fazer sair do lugar. O coração. Somos meros passageiros nele, hospedes de nós mesmos.
O momento mágico na vida é exatamente quanto nosso coração resolve caminhar nas mesmas pegadas que nossos pés. Quanto cansado do caminho que nossos pés percorreram, encontramos nosso coração ali, exatamente no mesmo lugar.
Coração e pés nem sempre andam juntos. Os machucados pelo amor sabem disso. Colocaram vossos corações em um caminho onde os pés não queriam caminhar. O verso também é verdadeiro. Por vezes nossos pés são solitários em uma jornada que o coração insiste em não fazer companhia.
Por isso o mágico é mesmo quando o bilhete é duplo. Dividem a poltrona e viajam juntos.
Nem sempre isso se dá, nem sempre é possível. Porem por vezes isso se dá forma livre, gratuita, sem intenção ou pretensão. Aconteceu por acontecer, assim pensamos.
Hoje meus passos me conduziram para algum lugar onde com certeza meu coração faria morada. O percurso foi rápido, a instalação do coração também. Bastou um olhar e lá estava ele, o coração reivindicando que os pés não caminhassem mais, nem um passo a mais!
O motivo? Bem esse não sei explicar, ate mesmo porque se houvesse explicação não seria coisa do coração, do sentimento, mas sim da cabeça, do razão.
Os motivos dos passos, do caminhar, esses foram profissionais, mas revelaram um porto seguro totalmente humano e pessoal.
No olhar enxergado, na saudação entregue, no bilhete escrito e na boa intenção confessa o coração codificou segundo sua linguagem, segundo seu alcance.
Não sei se corações conversam entre si. Se sim, este é o bilhete que o meu rabiscou em chão de giz no momento que lhe encontrou!
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Fatalismo : A determinação divina x A impotência humana
Para darmos continuidade nessa linha raciocínio precisamos analisar e entender três aspectos:
Ananque, Tykhe e Práxis. Esses três elementos irão ser a base de nosso estudo.
ANANQUE
Para entendermos esse elemento precisaremos sempre ter como pano de fundo a configuração dos deuses. Os deuses, esses sempre estão levando uma vida tranqüila, alegre e feliz no Olimpo e o pobre do mortal, ser humano, que trabalha e produz, esse tem que sempre se submeter aos caprichos da divindade.
Dessa forma, ANANQUE sempre estará refém de uma revolta, de alguém que venha a quebrar com essa cadeia.
TYKHE
Acaso. Tykhe é o contrario de Ananque.
Tykhe é um poder da natureza que determina que nada seja como era. Nada é quando deixa de ser!
Ou seja, no tempo em que você esta lendo esse texto, a cada segundo, milessimo de segundo, em cada um deles, tudo esta se transformando. Isso não somente para com as pessoas, mas as coisas também!
Ou seja, nada é exato!
A Tykhe representa o principio do acaso dentro desse conjunto universal de transformação do mundo.
“O mundo nunca é, ele sempre esta deixando de ser o que é”
A Tykhe não é somente a transformação, mas a surpresa, imprevisto. Ou seja, ela é aquilo que acontece e não estava em nossa condição. Para ela não existe o igual, ela é sempre rebelde.
PRÁXIS,
Derivado da palavra prática.
Os gregos não pensavam 24 horas por dia, eles eram práticos. Pensar era uma diversão da inteligência, porque quanto se trata de agir inteligentemente não se deve pensar, o corpo é que deve agir.
“A ação é a alma do nosso pensamento”
A Práxis é o reinado da agilidade, do gesto, da simplicidade.
“Práxis, a verdade esta em ação”
Entendido a diferença e a importância desses três elementos dentro do cenário da tragédia grega, podemos dar continuidade a nossa conversa....
Logo mais volto e continuamos!
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